"Para lá ficava o meu balé, parecia tão longe quando eu era criança!"
Ouvi a artista apontar, pouco antes de entrarmos na rua estreita. A primeira coisa que pensamos era se ali, o trabalho não teria pouca visibilidade e seu objetivo não seria desperdiçado.
Entramos na rua e paramos na segunda casa, sendo recebidas pelo simpático avô de uma das meninas, a visita da neta não parecia ser uma novidade para ele, novidade só tanta gente chegando junto com ela, aquele monte de mulher, entrando na casa, falando, vendo tudo.
-Aqui tinha um tanque de peixes coloridos feito com um anel de cimento.
-Eu subia aqui em uma cadeira pra ver o paquerinha que morava na casa da frente.
-Meus avós sempre jogavam baralho, e a casa cheirava a café.
-Eu me lembro muito da comida da minha avó, adorava a comida da minha avó.
-Nessa porta eu brincava de bang-bang, entrava de uma vez, jogando as portas pros dois lados.
Muitas das coisas da casa eram ainda do tempo de criança da artista, com as cores daqueles anos 80/90.




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